24.10.04

Sempre

Eu vou te querer como eu sempre te quis. Assim tão bonito, tão misterioso, tão como um gatinho arisco, e sempre vou querer o verde dos teus olhos só para mim.

Vou te roubar para mim, te colocar na minha caixinha de vidro só para ficar te olhando.
Mas eu não posso...

Tu presa tua liberdade tanto quanto eu... eu ja sofri de tantas paixões voláteis.
Mas tu volta, e eu te quero, e eu preciso falar para ti algo que te choque para que tu fique pensando em mim por horas e horas.

E agora de novo. Eu posso ter alguém do meu lado do jeito que eu sempre quis. Mas não eu insisto em ti. Julieta, para e pensa por mais 3 segunda, tu deveria?

Ja te falei tanta coisa. E tu nada quieto. Ja me magoou tanto simplesmente pela tua quietude. E te conheço existe um turbilhão dentro de ti, existe uma tempestade no teu coração. E tu não quer que eu veja, não quer que eu saiba. Porque conhecer os segredos negros que tua alma esconde seria parte de te dominar.

Existe em mim uma certeza estranha e muito forte, tu ama outra pessoa. Como tu jamais tinha amado ninguém. E eu não sou nada, apenas a personificação da figura apaixonada que te ama, te beija, e grita contigo. As vezes sei que tu sente minha falta. Mas acho que me ve apenas como um amiga. Se tu soubesse a raiva que eu tenho por isso. Alias, tu sabe, certa vez num vomito de palavras que estavam prendendo até minha respiração te falei.

E não te falei só isso. Te falei o quanto era ingrato o meu sentimento. O que eu precisava de cuidados. O quanto eu cheguei a te odiar.

As vezes na minha cabeça sinto que amor é apenas um erro permitido a nós, humanos burros. É um erro de merda, desculpem saiu, que faz perder o controle. Fazer o que se sabe que vai dar errado.

Eu queria ter um coração de pedra. Eu tenho. Mas não quando se trata de ti.